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“E a gente desandou. A gente caiu, se destruiu, desabou. Mas eu tentei. Tentei manter tijolo sobre tijolo no nosso castelo, tentei manter o sentimento vivo, bonito e singelo, tentei manter o nosso coração aceso e sincero. Nossa, como eu tentei! E até acho que se eu tentasse de novo, eu conseguiria mais; eu acho que as coisas se acertariam se eu fosse atrás; mas eu não quero. Porque o castelo só ficou em pé enquanto eu segurei? Porque quando eu deixei a enxada na tua mão, tu desistiu de ser o rei? Porque você tropeça nas pedras de todos e diz que fui eu quem errei? Eu sei que eu não errei. Hoje eu sei que eu não errei nem em lhe poupar palavras, por perceber que nunca te importou o que eu falava, por notar que mal importava se você me escutava. Você só acredita em você. Acredita no que tua mente acredita e jura que me ouviu dizer; acredita que eu te quero pra sempre e se não for, quero te ver sofrer; você acha que eu te quero só meu e não consigo esconder. Mas não tem o que esconder. Se um dia eu escondi eu só escondi o que sabia que não iria durar, se eu deixei de sentir foi porque não era o bastante pra eternizar, se eu fingi que não vi foi porque não podia te enganar. E eu te protegi. Eu cuidei do seu coração até ele cicatrizar, eu segurei balas com a mão de quem te mirava pra atirar, eu desembalei minha própria razão pra que a tua pudesse respirar. E você nem viu. Você nem se deu conta de que eu chorava pra te ver sorrir, você não percebeu que errou ao me ferir, se duvidar você nem acha que o fim está por vir. Só que eu vou desistir. Ouvi dizer que o bom jogador é o que sabe a hora de cair fora; se for pra ser sincera, nem sempre essa hora demora; e agora não restou quase nenhuma ponta de toda essa nossa história. Uma puta história. Uma vida que tinha tudo pra ser maravilhosa, cheia de manhãs coloridas, geladas e gostosas, vazia de toda essa incerteza tão dura e ociosa. Uma relação linda. Mas ser tão linda, não significa ser mais que amizade, talvez significasse ser simplesmente saudade; mas sei que após tanto tempo, seria tudo: principalmente verdade. E se eu não falei até agora foi por acreditar piamente na tua capacidade, de olhar com clareza e refletir com boa vontade, de entender que tudo que eu quero pra nós é felicidade. Muita felicidade! Felicidade essa que nós não soubemos alcançar juntos, e nessa altura do jogo acho que seria até absurdo, então eu te deixo, com o poder de decidir sem ouvir o mundo. E de todo o meu coração eu espero que tu consiga; um sorriso sincero, uma nova mão amiga; e que saiba que se doer de novo, parte de mim sempre vai estar aqui: Então, me liga.” 
Sara Melca.


Foto postada em 7/05 com 7 notes. (Reblog)

Hoje cedo eu estava olhando para uns jardins pela janela do carro e entrei em uma viagem constante em mim mesma sem nem ao menos saber aonde ia me levar… Eu pensava em felicidade. Pensava em como fazia falta perguntar aonde ela estava.
Era tão bom quando ninguém tinha me contado que felicidade são apenas momentos. Sei lá, era divertido achar que ela era uma senhorinha morando numa casa do campo cheia de doces e que se eu fosse muito boazinha ela me daria muitos doces e muitos sorrisos de uma vez só.
Pra ser sincera, acho que eu dava muito mais valor aos momentos quando achava que por eles passava aquela senhorinha tão fofa quanto a minha vovó distribuindo os sorrisos para quem merecia e até para quem apenas precisava. Parece que a gente desvaloriza tudo quando descobre que logo vai embora. Pelo menos a felicidade eu sei que a gente desvaloriza. Desvaloriza porque é muito mais fácil pensar na tristeza que virá. Eu sei que isso tudo é medo…. É, exatamente. Isso tudo é medo de se machucar. Medo de se machucar que faz as pessoas desperdiçarem felicidade.

Quando eu ainda achava que a felicidade era como uma vovózinha dos sentimentos que se escondia, eu corria de bicicleta e de patins e até de skate por todos os cantos que eu conseguia subindo e descendo rampas e dando voltas e cambalhotas e me divertindo e me sentindo absolutamente bem, e quando eu caía eu até chorava mas o machucado cicatrizava e eu saía pra correr de novo. Aí é que tá, eu ia de novo. Mesmo sabendo que eu podia cair e doer mais ainda o que eu mais queria era sorrir mas no fundo eu sabia que não ia cair tão cedo porque eu já sabia aonde não devia passar pra’s coisas não se enroscarem.
Dá pra comparar isso com o amor, mesmo que por amigos. Só que parece que os momentos de sorriso não compensam as lágrimas, né? Triste humanidade, tsc tsc. Eu sinto falta da senhorinha na casa com os doces… E pra completar eu não sei se foi o planeta que desistiu ou se fui eu que simplesmente cresci demais.
Sara Melca.


Foto postada em 11/11 com 2 notes. (Reblog)
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